Desde o lançamento do primeiro filme de Meu Malvado Favorito em 2010, a animação conquistou o coração de adultos e crianças ao redor do mundo. Gru, o vilão protagonista, é acompanhado por três fofos e atrapalhados Minions, que tornam a história ainda mais engraçada e cativante.

Em 2013, o sucesso do filme gerou uma sequência, e foi aí que a polêmica começou. Em uma das cenas, a personagem Lucy Wilde, agente da Liga Anti-Vilões, aparece com uma arma futanari em punho. Para quem não sabe, o termo futanari se refere a personagens femininas com genitália masculina.

A inclusão desta cena no filme gerou muita discussão na internet, principalmente nas redes sociais. Enquanto alguns grupos elogiavam a representatividade da personagem futanari, outros a criticavam por considerá-la inapropriada para um filme infantil.

Esta discordância é reflexo de uma sociedade que ainda não sabe lidar com a diversidade sexual. Desde sempre, os desenhos animados foram criados para serem inocentes e lúdicos, sem qualquer conotação sexual. No entanto, a vida real não é assim tão simplista.

A sexualidade é uma parte intrínseca da identidade humana, e não há nada de mal em discutir o assunto de forma sensível e educativa. Meu Malvado Favorito Futanari é apenas uma manifestação artística que traz à tona a discussão sobre a representatividade LGBTQ+ nos desenhos animados.

É importante comentar que a personagem Lucy Wilde não é a única futanari presente no universo dos desenhos animados. Mangás e animes japoneses, por exemplo, têm um grande número de personagens com essa característica, e a temática é aceita com naturalidade pela cultura japonesa.

O que falta, portanto, é uma maior abertura da sociedade ocidental para discutir a diversidade sexual sem preconceitos. Meu Malvado Favorito Futanari é apenas mais uma manifestação artística que pode ajudar a quebrar esse tabu.

Talvez a representatividade LGBTQ+ nos desenhos animados ainda seja um tema polêmico, mas é inegável que a sociedade caminha gradativamente em direção à aceitação da diversidade. Meu Malvado Favorito Futanari é mais uma peça no quebra-cabeça da evolução social, e cabe a cada um de nós sermos a favor ou contra a inclusão da sexualidade nos desenhos animados.